artista

Anna Guerra

"Alegria do existir

 

Uma impressão forte e profunda que se tem ao entrar em contato com as obras de Anna Guerra está na cor. Trata-se de um choque de alegria e de interação entre as tonalidades na busca das resoluções plásticas apresentadas pela artista, sempre tendo em vista o diálogo entre a gestualidade e a forma.

 

O conjunto concebido nesta exposição tem como um de seus pontos fortes o ritmo e o equilíbrio propostos. Existe uma linguagem que está além do mero assunto e envereda pela discussão do que a artista almeja no sentido de gerar impacto no observador. Estabelece-se assim um ritmo diferenciado e próprio.

 

Há a hegemonia de uma visão marcada pelo fluxo da alegria do existir. Essa atmosfera é alcançada por um processo pictórico em que não existem barreiras. É possível constatar um espaço para o risco dentro de preceitos de domínio técnico e da construção de uma proposta caracterizada pelo erguer de uma poética.

 

Um dos pontos mais relevantes do trabalho de Anna Guerra nesta exposição está em estabelecer a sua ‘Roda viva’ de imagens. Isso significa manter sempre acesa uma chama de inconformismo com aquilo que realiza, criando um ambiente visual pleno de emoções, envolvente como um círculo entusiasmado que estimula e dá força para continuar vivendo."

 


 

[ por: Oscar D´Ambrosio, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Mackenzie, é mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil) ]

 

“Busco, no Nordeste e nas mulheres, temas bastante enraizados para desfragmentá-los em inspirações coloridas, através das quais, conto histórias sem versos. Histórias que exalam a pura emoção humana em formas e cores repletas de sentimentos, conduzida por lembranças e pensamentos originais.
São sentimentos profundos passíveis de serem vividos e  experimentados.
 
Histórias que ganham novos e antigos capítulos a cada contemplação, ainda que retratada em um único instante, mas que carrega intenso e profundo contexto.
 
Obras de uma representante da alma feminina e brasileira.
 
Digo isso pois percebo que ainda são poucos, os nomes de artistas do sexo feminino, conhecidos, apesar de exemplos notórios como os de Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, fortes expoentes do modernismo brasileiro.
 
Bem, isso é contexto histórico e foi assim que as coisas aconteceram. Gosto de pensar que o feminino sempre esteve fortemente presente, pois o poder da mulher é inerente a ela.
 
No que tange as manifestações artísticas, o meu trabalho é, desde o principio, uma homenagem a figura feminina, com sua força e delicadeza em perfeita harmonia.
 
Confiante, e não menos entusiasmada, sinceramente, espero e trabalho para dignificar o mérito, enaltecendo a arte!”  

MEMBRO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE BELAS ARTES – RIO DE JANEIRO

 


 


“Pernambucana nascida no berço do Rio Capibaribe, ao som das melodias de Capiba e do maestro Nelson, a artista plástica Anna Guerra, descobriu logo cedo sua vocação para o mundo artístico, abandonou a formação acadêmica para entrar para a Universidade da Poesia e da Vida. É mãe do Matheus e há mais de 20 anos dedica-se ao eterno aprendizado do recriar, do reinventar. Atualmente mora em São Paulo e é entre a selva de pedra e a atmosfera da Capital Sulamericana dos negócios que a artista consegue achar inspiração na saudade e nas reminiscências de sua infância, para retratar com muito requinte as coisas do Nordeste!”

 

[ por: Guto Brandão ]

 

 

“A pintura, mesmo aquela que provém dos modismos do tempo, se ressente do passar dos anos, e é condicionada às mutações pessoais e à vida do pintor. Mas é, sobretudo, condicionada à carga que o artista possui e à necessidade de transmiti-la sempre de uma maneira nova e diversa.

Anna Guerra é uma artista que não se impõe outros limites se não aqueles que os da própria sensibilidade e os da própria coragem lhe ditam. Usando técnicas tradicionais com espírito moderno, ela cria perspectivas e soluções diversas.

O equilíbrio da densidade cromática na obra da artista encontra a mais completa resposta na

precisão, na validade do desenho e em particular na força de suas figuras. Suas pesquisas não constituem jogos casuais, mas uma análise sobre si mesma e do ambiente em que vive.

Exatamente ao acentuar um elemento que no seu conto atinge a imaginação e a receptividade do observador, Anna Guerra nos transmite sua emotividade expressiva e onírica. Fascinada pelos temas de seu nordeste natal, ela pinta cenas folclóricas ou de rua onde o ser humano é o centro do tema.

Mais do que o próprio desenho que tece e conclui a substância formal da imagem, nos seus quadros deve-se relevar a natureza vibrante de seu cromatismo e sua precisa medida de timbre. A cor, portanto, não é um aparato determinado pela emoção interior, mas, sobretudo, uma conotação da dimensão humana e da natureza nordestina da pintura.”

[ por: Emanuel von Lauenstein Massarani – Crítico de arte e Superintendente do Patrimônio Cultural da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo ]



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